A cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, foi palco de uma tragédia nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, com a morte de Vitória Gabrieli Amaral Lima, de apenas 19 anos, e de sua filha Luna, que iria nascer em breve.
O caso gera profunda revolta e dor na família, que aponta negligência no atendimento médico recebido pela jovem nos dias que antecederam a fatalidade.
De acordo com o relato da mãe de Vitória, a cozinheira Vanessa Aparecida do Amaral, a filha procurou a emergência obstétrica da Santa Casa por duas vezes durante a semana, queixando-se de dores intensas na região da pelve.
Nas duas ocasiões, na terça e na quarta-feira, a gestante foi atendida e liberada após ser informada de que os sintomas seriam apenas “contrações de treinamento”, consideradas comuns na fase final da gravidez.
“Eles têm que pagar por isso. Era para a minha filha estar internada, era para as duas estarem vivas. Isso acabou com a minha vida, acabaram com a vida de uma família inteira”, disse a mãe, ao falar sobre o assunto.
Infelizmente, na manhã de quinta-feira, Vitória passou mal no banheiro de sua casa, no bairro Ana Célia, e foi encontrada sem vida pelo marido, com quem mantinha um relacionamento há cerca de dois anos.
Em resposta ao ocorrido, a Santa Casa de São José do Rio Preto emitiu uma nota oficial informando que a paciente passou por avaliação clínica, exame obstétrico e monitorização materno-fetal na quarta-feira.
Segundo o hospital, os exames indicavam que tanto os batimentos cardíacos do bebê quanto os sinais vitais da mãe estavam dentro da normalidade, e que não havia sinais clínicos de trabalho de parto naquele momento.
A instituição reforçou que a paciente foi medicada para dor e orientada a retornar em caso de qualquer intercorrência, garantindo que o atendimento seguiu rigorosamente os protocolos assistenciais.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias do óbito, registrando a ocorrência como morte suspeita. O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de um exame necroscópico.
Este exame será crucial para determinar se houve uma complicação gestacional não detectada ou se a causa da morte foi de natureza súbita. Para Vanessa, o sentimento é de que a tragédia poderia ter sido evitada se a internação tivesse ocorrido rapidamente.

