Notícias

Mãe de crianças que tiveram a vida tirada pelo pai diz que está difícil seguir em frente

ANÚNCIOS

A mãe das crianças decidiu se pronunciar após ter passado um mês desde que aconteceu a perda de seus filhos. Mais detalhes foram expostos.

ANÚNCIOS

Em um momento de profunda dor e resiliência, Sarah Araújo, filha do prefeito de Itumbiara e mãe dos meninos Miguel e Benício, quebrou o silêncio nesta quinta-feira, 12 de março de 2026.

Exatamente um mês após a tragédia que abalou o estado de Goiás, Sarah relatou em entrevista a dificuldade insuportável de lidar com a ausência dos filhos e o inconformismo com a brutalidade do ocorrido.

ANÚNCIOS

Ela admitiu ser muito difícil olhar para fotos e vídeos das crianças sem se questionar sobre a forma como tudo aconteceu. Durante esse período de luto profundo, ela recebeu um gesto de apoio muito simbólico.

Sarah recebeu um buquê de rosas brancas enviado por um grupo de mais de 300 mulheres de todo o país, entregue pela coordenadora da Casa da Mulher de Itumbiara como uma demonstração de paz e conforto.

Sarah ressaltou que esse carinho coletivo, as orações e a solidariedade que chegam de diversas regiões têm sido o suporte fundamental que a mantém de pé, dando-lhe forças para enfrentar cada novo dia.

O crime que vitimou Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8 anos, ocorreu em 11 de fevereiro de 2026, revelando detalhes perturbadores sobre as ações de Thales Machado, então secretário de Itumbiara e marido de Sarah por 15 anos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Thales exercia um cenário de violência psicológica e controle extremo, tendo inclusive contratado um detetive e pressionado contatos próximos para monitorar Sarah enquanto ela realizava uma viagem.

ANÚNCIOS

Naquela madrugada, enquanto a mãe estava fora, Thales atirou nos filhos enquanto eles dormiam e tirou a própria vida logo em seguida. Além do desabafo de Sarah, o prefeito Dione Araújo, avô das crianças, também se manifestou publicamente nesta semana.

Ele definiu a perda como algo irreparável e pedindo forças para equilibrar suas obrigações como gestor público com a necessidade de amparar sua família. O pronunciamento de Sarah encerra um mês de silêncio e traz à tona a gravidade das consequências do controle coercitivo e da violência doméstica dentro do ambiente familiar.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.