Em um dia de luto profundo para a Música Popular Brasileira, foi confirmado o falecimento do lendário cantor e compositor Jards Macalé, nesta última segunda-feira, dia 17 de novembro, aos 82 anos de idade.
O artista, considerado o “anjo torto” da MPB por sua postura vanguardista, teve sua vida e sua arte interrompidas por um choque séptico e insuficiência renal, após ser internado para tratar problemas pulmonares.
O músico Caetano Veloso, amigo de longa data, concedeu uma homenagem através de uma postagem e falou sobre a importância de Macalé em sua vida e obra.
“‘Sem Macalé não haveria Transa. Estou chorando porque ele morreu hoje. Foi meu primeiro amigo carioca da música’, revelou Caetano, desolado, com a partida de um grande amigo que marcou toda a sua trajetória.
Murió a los 82 años Jards Macalé, ícono de la música popular brasileña pic.twitter.com/qrgFdXiKsg
— Armando Rubin (@armandorubinpy) November 18, 2025
Com a notícia de sua partida, os detalhes de seu espírito indomável vieram à tona. A família informou que Macalé chegou a acordar de uma cirurgia cantando “Meu Nome é Gal”, em um último ato de bom humor e energia, mostrando a força de sua paixão pela música.
Neste momento de dor, a indústria musical se uniu para lamentar a perda de um artista que se destacou por sua recusa a seguir padrões comerciais e por suas parcerias com grandes poetas como Waly Salomão (coautor de “Vapor Barato”).
Macalé construiu uma obra marcada pela experimentação. O respeito pelo o que sua coerência artística e sua defesa da liberdade criativa representavam é o que deixa o maior legado para a MPB.
No momento, a família aguarda os detalhes sobre o funeral. O sentimento que fica é o de uma perda imensa, mas da certeza de que o “mestre, professor e farol de liberdade” será eterno através de suas canções.

