Perder o pai é um dos momentos mais delicados da vida e, independentemente da história construída ao longo dos anos, a despedida costuma despertar lembranças, reflexões e sentimentos profundos.
Foi esse momento de grande emoção que passou a fazer parte da vida de Rebeca Andrade após a morte de Ricardo Andrade, notícia revelada neste domingo, dia 28 de junho, por Elisama Andrade, irmã da medalhista olímpica, por meio das redes sociais.
Até o momento, Rebeca ainda não se pronunciou publicamente sobre a perda. A confirmação veio através da publicação feita pela irmã, que prestou uma homenagem de despedida ao pai, sensibilizando amigos, seguidores e admiradores da ginasta.

Embora a infância da atleta tenha sido marcada por um período de afastamento entre Ricardo e a família, Rebeca nunca escondeu o carinho que nutria pelo pai. Criada principalmente pela mãe, Dona Rosa, e pelos irmãos, ela costumava explicar que a maior participação deles em sua carreira esportiva acontecia justamente porque acompanharam de perto seus primeiros passos na ginástica.
Durante uma entrevista concedida ao programa Faustão na Band, em 2024, a campeã olímpica falou com sinceridade sobre essa relação. Na ocasião, destacou que Ricardo sempre seria seu pai e afirmou guardar lembranças felizes da convivência entre os dois. Segundo ela, apesar da distância em alguns momentos da vida, o sentimento de amor e respeito permaneceu.
Na mesma conversa, Rebeca também ressaltou que nunca permitiu que as dificuldades familiares definissem sua trajetória. A atleta afirmou ser grata pelos pais que teve e disse acreditar que todas as experiências contribuíram para formar a pessoa que é hoje, cercada pelo carinho da família e de pessoas que sempre estiveram ao seu lado.
Ricardo também participou do programa e aproveitou a oportunidade para falar da filha. Mesmo reconhecendo que não acompanhou de perto toda a caminhada esportiva de Rebeca, fez questão de afirmar que era seu maior admirador.
Ele relembrou a dedicação da ginasta desde criança e destacou o orgulho de vê-la inspirando outras meninas do bairro onde cresceu a acreditar que também podem alcançar grandes conquistas.

