O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, que o Brasil empenhará todos os esforços necessários e ao seu alcance para prestar assistência à Venezuela. O país vizinho enfrenta as graves consequências de uma sequência de fortes terremotos ocorridos na semana passada, que já provocaram quase duas mil mortes.
A declaração foi feita durante uma cerimônia oficial realizada no Palácio do Planalto, ocasião na qual o mandatário brasileiro interrompeu seu discurso para manifestar solidariedade às vítimas e solicitou aos presentes que ficassem de pé para observar um minuto de silêncio em homenagem aos falecidos.
O posicionamento reforça o apoio já sinalizado pelo chefe do Executivo na última sexta-feira, 27 de junho, quando determinou que sua equipe ministerial estruturasse um diagnóstico célere de medidas humanitárias.
Como desdobramento dessa articulação, uma comitiva de alto escalão liderada pelo ministro da Defesa, José Múcio, desembarcou em território venezuelano nesta terça-feira.
A resposta operacional do Estado brasileiro já se traduz no envio de cinco aeronaves da Força Aérea Brasileira carregadas com equipes de salvamento, profissionais de saúde, medicamentos, purificadores de água e um hospital de campanha montado por militares da Marinha.
Ao término das reuniões bilaterais, o ministro José Múcio reiterou que o Brasil permanece inteiramente à disposição para colaborar de forma perene nas frentes de reconstrução de infraestruturas habitacionais e urbanas destruídas.
Os abalos sísmicos principais, considerados os mais severos no país em mais de um século, atingiram a faixa norte venezuelana na noite de quarta-feira, 24 de junho, colapsando centenas de edificações na capital, Caracas, e em províncias costeiras vizinhas como La Guaira.
O balanço oficial mais recente aponta para 1.943 vítimas fatais e 10.571 feridos, enquanto as frentes de socorro conseguiram resgatar mais de seis mil sobreviventes em meio aos destroços.
O panorama humanitário ainda desperta extrema preocupação internacional, dado que estimativas da Organização das Nações Unidas sugerem que cerca de 50 mil indivíduos continuam listados como desaparecidos sob os escombros.

