A morte de Dhemis Augusto Santos, de 35 anos, provocou profunda comoção em Palmas e trouxe à tona a trajetória de um trabalhador que deixou a Bahia em busca de melhores oportunidades.
Natural de Sergipe e residente em Seabra antes da mudança, ele chegou à capital tocantinense há cerca de um ano, determinado a recomeçar, com esperança de dias melhores.
Segundo o chefe da empresa onde atuava como vigia, Dhemis havia demonstrado vontade de construir uma nova vida, buscava estabilidade e alimentava sonhos simples: formar uma família, comprar uma casa e, futuramente, retornar ao estado natal.
Nos primeiros dias, chegou a dormir no escritório da empresa até conseguir alugar uma pequena kitnet com apoio dos colegas, que o ajudaram com móveis e despesas iniciais.
O vigia estava em ascensão pessoal e profissional, mantendo um relacionamento havia seis meses e planejando tirar a habilitação para comprar um carro. Porém, na noite de sábado (29), seu futuro foi interrompido após uma discussão envolvendo estacionamento irregular na quadra 203 Sul.
De acordo com a Polícia Militar, Dhemis orientou o motorista de um carro de luxo, identificado como Waldecir José de Lima Júnior, a retirar o veículo de um local proibido.
A advertência teria irritado o condutor, que retornou ao shopping à procura do vigia. Câmeras de monitoramento registraram o momento em que o suspeito discute, saca uma pistola e atira contra Dhemis, atingindo-o no abdômen.
A vítima ainda tentou se defender, mas caiu logo em seguida. Socorrido e encaminhado para uma unidade hospitalar de referência mais próximo, não resistiu aos ferimentos.
Waldecir fugiu e é considerado foragido. O advogado dele informou que o cliente pretende se apresentar, mas teme pela própria segurança diante da repercussão do caso.
O carro usado na fuga foi encontrado na residência do suspeito, coberto por uma lona, além de munições e um carregador de pistola. Waldecir possui registro como CAC e já havia sido condenado em 2013 por porte ilegal de arma.
A empresa onde Dhemis trabalhava, colegas e familiares manifestaram profunda tristeza, destacando que ele era uma pessoa tranquila, educada e querida por todos. O shopping onde o crime ocorreu repudiou o ataque e lamentou a morte do funcionário.
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O caso segue em investigação, enquanto amigos e parentes clamam por justiça e reforçam a necessidade de responsabilização do autor diante da perda irreparável que atingiu a família do vigia.

