Graves acidentes de trânsito continuam fazendo parte da realidade brasileira e, frequentemente, deixam famílias em busca de respostas diante de perdas inesperadas. Em muitos casos, além da violência do impacto, a identificação das vítimas exige procedimentos técnicos que prolongam a espera dos parentes e aumentam o sofrimento.
Foi o que ocorreu após um acidente envolvendo um carro de luxo em Campinas, no interior de São Paulo, que resultou na morte de dois jovens de 20 anos. Nesta terça, dia 14 de julho, foi confirmada a identidade de Lívia Bevilacqua Batista.
Ela estava na Porsche Cayman conduzida pelo estudante de medicina Arthur Rodrigues de Souza quando o veículo saiu da pista, atingiu uma árvore e pegou fogo. Os dois morreram no local do acidente, registrado na noite da última sexta, dia 10 de julho, na Rodovia Francisco Von Zuben (SP-091), que liga Campinas a Valinhos.
Segundo familiares, Lívia havia iniciado o curso de Relações Internacionais na PUC-Campinas, mas recentemente havia decidido interromper a graduação. A jovem foi lembrada pela irmã, Bianca Bevilacqua, como uma pessoa carinhosa, dedicada à família e querida por todos que conviviam com ela.
De acordo com Bianca, a confirmação oficial da identidade demorou alguns dias, período marcado por grande expectativa da família. Enquanto aguardavam a conclusão dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), ela e a mãe prestaram uma homenagem deixando flores no local onde ocorreu a colisão.
A Secretaria da Segurança Pública informou que a liberação dos corpos depende da conclusão de procedimentos periciais, como exames odontológicos, coleta de material biológico e outras análises técnicas necessárias para confirmar a identidade das vítimas.
Horas antes do acidente, Lívia havia saído de casa para encontrar Arthur, que a buscou de carro para irem a um restaurante. Durante o retorno, ela enviou à irmã uma fotografia feita de dentro do veículo, por meio de uma mensagem com visualização única. Segundo Bianca, essa foi a última conversa entre as duas.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como homicídio culposo na direção de veículo automotor. O inquérito está sob responsabilidade do 5º Distrito Policial de Campinas, que busca esclarecer as circunstâncias que levaram ao acidente.

