Matteos França Campos, de 32 anos, preso nesta semana pelo homicídio da própria mãe, era funcionário público do governo de Minas Gerais. Segundo apurou o portal ig, com a exposição do caso, ele foi exonerado.
De acordo com as informações disponibilizadas pelo próprio Matteos, em seu perfil no LinkedIN, ele ocupava o cargo de assessor na Secretaria de Desenvolvimento Social desde 2021. A exoneração, por sua vez, foi publicada no último sábado (26/07).
Matteos confessou à polícia que, no último da 18, matou a mãe enforcada após uma discussão motivada por dívidas de apostas em “bets”. O homem alegou ter “surtado” e que vivia “atordoado” pela situação financeira.
No dia 19, o próprio suspeito procurou a polícia e denunciou o desaparecimento da mãe, alegando que a tinha visto pela última vez no dia 17. Depois, admitiu o crime a polícia e deu detalhes sobre a ocultação do corpo.
Soraya Bonfim, de 56 anos, teve o corpo encontrado seminu e coberto apenas por um lençol. Segundo a polícia, o corpo foi encontrado de uma forma que sugeria um crime com motivação sexual. No entanto, a investigação sugere que Matteos tentou induzir a polícia ao erro.
Procurada pelo portal ig, a SEDESE comentou a decisão de exonerar o então servidor público:
“Por decisão do gabinete da pasta, o suspeito foi exonerado, neste sábado (26/7), do cargo em comissão, de livre nomeação e exoneração, que ocupava. Cabe reforçar que os fatos investigados não guardam relação com a Sedese”, diz trecho da nota.
Soraya era professora de história e dava aula na Pampulha, Belo Horizonte. Além das dívidas com as “bets”, Matteos também teria contraído um crédito consignado, que também era fonte de brigas com a mãe. A polícia também vai investigar as circulações bancárias de mãe e filho.

