Na última terça-feira (28/10), o governo estadual do Rio de Janeiro deflagrou uma megaoperação contra o crime organizado que resultou na maior letalidade do estado em um único dia.
A operação, que foi descrita como um grande sucesso pelo governador Claudio Castro, resultou em mais de 130 mortes – segundo levantamento da Defensoria Pública. Dentre elas, 4 policiais.
Já nesta quarta-feira (29/10), quem circulou pelas ruas do Rio de Janeiro se deparou com uma presença maior de policiamento. Segundo as informações, houve um aumento no efetivo policial de 40%.
Para alcançar o número, o governo determinou que agentes que cumpriam tarefas administrativas fossem para as ruas. De acordo com o governo, o policiamento foi alocado de forma estratégia, visando acessos à Região Metropolitana, modais de transporte público, as principais vias expressas, e as zonas sudoeste e norte da cidade.
A operação esta sendo considerada a mais letal da história. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o número de óbitos foi de 132. Já a polícia do Rio afirma que foram 119.
Em coletiva de imprensa nesta quarta, o governador falou sobre a operação e ressaltou a morte de policiais, afirmando que apenas os agentes foram vítimas. A declaração dividiu opiniões.
Grupos de moradores do Rio e de cidades próximas criticaram a declaração do governador, afirmando que a megaoperação fez milhões de vítimas ao redor do estado, já que as consequências do confronto entre policiais e bandidos acabou afetando a vida de muito mais pessoas.
Outros, no entanto, elogiaram a ação do governo do estado e até comemoraram as mortes, concordando que apenas os policiais mortos devem ser realmente considerados vítimas. Após a megaoperação, moradores ainda se sentem receosos em relação a estabilidade da segurança na cidade.

