Em um sábado de profundo luto para a cultura nacional, o Rio de Janeiro perdeu um de seus pilares: o ator, diretor e comentarista Haroldo Costa.
O artista faleceu no último dia 13 de dezembro de 2025, aos 95 anos. A notícia, que provocou forte comoção, exigiu um plantão da TV Globo para fornecer mais detalhes.
O Jornal da Globo confirmou a triste perda, dedicando um espaço especial para destacar a relevância histórica de Haroldo Costa. Sua morte foi rapidamente lamentada por artistas, escolas de samba e instituições culturais, ressaltando o impacto de sua longa e sólida carreira.
A família confirmou o falecimento, ocorrido com Haroldo cercado por seus entes queridos, mas optou por não divulgar a causa da morte. A trajetória de Haroldo Costa, nascido no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1930, é inseparável da história da dramaturgia e da cultura brasileira.
Chegou a ser divulgado que ele iniciou sua formação no teatro ainda jovem, destacando-se por sua atuação no Teatro Experimental do Negro (TEN).
Este é um grupo fundamental para a valorização e o protagonismo dos artistas negros na cena artística nacional. O grupo tem compromisso com pautas sociais e culturais importantes. Na televisão, Haroldo deixou sua marca após iniciar trabalhos na extinta TV Tupi, antes de consolidar sua carreira na TV Globo.
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Na emissora, ele não se limitou à atuação; também assumiu o papel de diretor, comandando programas musicais e atrações de auditório que fazem sucesso entre o público brasileiro.
Diante disso, sua versatilidade e talento como ator e diretor o estabeleceram como um profissional completo. Contudo, foi no Carnaval que Haroldo Costa se tornou uma figura verdadeiramente icônica para o grande público, conhecido por sua voz e análises.
Durante décadas, ele foi o rosto e a voz da análise dos desfiles, atuando como um comentarista com um conhecimento profundo, um olhar crítico apurado e um amor inegável pela cultura.
Seu profundo entendimento do tema o levou a integrar o júri do Estandarte de Ouro, uma das premiações mais tradicionais e respeitadas do Carnaval carioca.
O legado de Haroldo Costa ultrapassa as telas e os palcos, sendo uma inspiração para gerações. Sua morte é um momento de reflexão sobre a importância da memória cultural brasileira.
Aos 95 anos, Haroldo encerra um ciclo de vida e arte, deixando uma lacuna imensa no coração da cultura do Rio de Janeiro e do Brasil. O sentimento que fica é o de gratidão por sua arte e a certeza de que seu legado, especialmente no teatro negro e no Carnaval, será eterno.

