A estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos, foi sepultada na manhã desta terça-feira (11/8), um dia depois de ser assassinada a tiros em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro dela, Carlos Eduardo.
Segundo a Polícia Civil, Lívia já havia procurado as autoridades para denunciar episódios de violência doméstica e conseguiu uma medida protetiva contra o homem. Familiares relataram que ele não aceitava o fim da relação e teria feito ameaças de morte contra a jovem.
O assassinato aconteceu em uma praça na Rua Sebastião. Lívia foi atingida por diversos disparos nas costas. O Samu foi chamado, mas os socorristas constataram que ela já estava morta quando chegaram.
Testemunhas apontaram Carlos Eduardo como responsável pelos tiros. Policiais foram até o endereço dele e o encontraram ferido na cabeça e no queixo, em uma situação considerada compatível com uma tentativa de suicídio.
Após conversar com os agentes, o suspeito se entregou. Ele foi levado para um pronto-socorro e permanece internado sob custódia policial. O homem está intubado, não apresenta condições de prestar depoimento e ainda não há previsão de alta.
Durante a ocorrência, os investigadores localizaram um revólver calibre .38 no banheiro da residência. A arma estava com quatro munições já deflagradas e foi apreendida para análise pericial.
O caso é tratado como feminicídio e está sob investigação da Delegacia de Polícia de Pindamonhangaba. As circunstâncias do assassinato, assim como a dinâmica que antecedeu os disparos, continuam sendo apuradas pelas autoridades.
A morte de Lívia ocorreu apesar da existência de uma ordem judicial destinada a protegê-la do ex-companheiro, que já havia sido denunciado por violência doméstica. Lívia já tinha denunciado o ex por violência doméstica e procurado ajuda das autoridades.

