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Colômbia vive colapso hospitalar e toque de recolher após terremoto

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País sofreu com terremoto de grande intensidade.

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Equipes de emergência e moradores seguem mobilizados nesta terça-feira (11/8) para localizar pessoas que ainda podem estar sob os escombros após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia.

O tremor, considerado o mais intenso no país na última década, já provocou pelo menos 132 mortes, deixou mais de 500 feridos e mantém dezenas de pessoas desaparecidas. A situação é especialmente crítica em Cali, onde a rede hospitalar chegou ao limite.

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Quatro unidades de saúde precisaram ser evacuadas depois de sofrerem danos, enquanto os demais hospitais passaram a operar com capacidade máxima. Cirurgias e consultas que não eram consideradas urgentes foram suspensas para liberar profissionais e leitos.

O governo colombiano decretou emergência nacional. O presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há apenas quatro dias, anunciou uma operação de grande escala para atender as regiões afetadas.

Ao menos 18 unidades de saúde e 52 escolas sofreram danos, enquanto seis aeroportos tiveram as operações comerciais prejudicadas. O abalo ocorreu às 7h34 no horário local, equivalente a 9h34 em Brasília. O epicentro foi identificado em San José del Palmar, no departamento de Chocó, a 103 quilômetros de profundidade.

Cali tem hospitais lotados

Na terceira maior cidade colombiana, equipes retiraram entulhos manualmente enquanto procuravam possíveis sobreviventes. O balanço local aponta 26 mortos e 456 feridos.

Parte do Hospital Universitario del Valle Evaristo García sofreu um desabamento, obrigando a transferência de pacientes e serviços para estruturas montadas em áreas externas. Outras três unidades também apresentaram problemas estruturais.

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Resgates continuam

Voluntários, socorristas e cães farejadores participam das buscas. Em alguns pontos, os trabalhos são interrompidos para que as equipes consigam identificar eventuais pedidos de socorro vindos debaixo dos escombros.

Em Cali, a prefeitura adotou toque de recolher durante a noite e colocou tropas nas ruas. Segundo o prefeito Alejandro Eder, a decisão busca evitar saques e garantir condições para o trabalho das equipes de emergência.

Pereira também adotou restrições semelhantes. No departamento de Risaralda, o número de mortos chegou a 60. Dezoito construções desabaram completamente e outras 60 apresentaram danos parciais, segundo as autoridades locais.

Sobre o Autor

Roberta R

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