Playgrounds instalados em condomínios e áreas residenciais são espaços destinados ao lazer e à convivência infantil, mas exigem manutenção frequente para garantir segurança daqueles que utilizam o local.
Especialistas em prevenção de acidentes alertam que estruturas expostas ao tempo, sobretudo as de madeira, podem sofrer desgaste acelerado por umidade e variações climáticas.
Sem inspeções periódicas, pequenos sinais de deterioração podem evoluir para situações de risco, especialmente quando envolvem equipamentos utilizados por várias crianças ao mesmo tempo.
Na tarde desta terça-feira (17/2), um acidente em um condomínio de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, resultou na morte de uma criança de 10 anos após a queda de uma estrutura de madeira instalada no playground.
Outras quatro crianças, com idades entre 4 e 10 anos, também foram atingidas e precisaram de atendimento médico. Segundo o Corpo de Bombeiros, a estrutura pesada cedeu enquanto o grupo brincava no local.
Equipes de resgate foram mobilizadas rapidamente e realizaram manobras de reanimação na vítima, mas não houve sucesso. As demais crianças foram retiradas dos escombros e encaminhadas para avaliação médica. Uma delas apresenta suspeita de trauma na região da bacia, enquanto três sofreram escoriações e ferimentos considerados leves.
Imagens divulgadas pelos bombeiros indicam sinais de desgaste na base da estrutura, sugerindo possível comprometimento do material. A perícia técnica foi acionada para avaliar as condições do equipamento e apurar as circunstâncias do ocorrido.
De acordo com o sargento Miranda, que acompanha a ocorrência, áreas de lazer infantil demandam verificação constante da integridade dos brinquedos, do piso de absorção de impacto e das condições gerais do espaço.
Ele ressalta a importância de observar trincas, corrosão em peças metálicas, deterioração causada por umidade e elementos expostos, como pregos e parafusos. O militar enfatiza que não há uma regra única capaz de prevenir todos os riscos, mas que a fiscalização contínua e intervenções preventivas são essenciais para evitar novos episódios semelhantes.

