Em 11 de agosto deste ano, em Belo Horizonte, o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 27 anos, foi morto a tiros depois de uma discussão de transito. As investigações logo apontaram o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior como autor dos disparos.
Renê foi preso em flagrante pouco depois do crime, enquanto malhava na academia que frequentava. Inicialmente ele negou o crime mas, segundo a polícia, ele acabou admitindo os disparos em depoimento.
Na manhã da última quarta-feira (26/11), no entanto, Renê alegou outra versão. Durante audiência de instrução, ele afirmou que nunca confessou o crime de forma voluntária. O autor dos disparos afirma que foi coagido por policiais.
Para cometer o crime, Renê usou a arma que pertencia a sua esposa, a delegada da Policia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. Segundo ele, durante o depoimento, policiais teriam ameaçado ir atrás da delegada se ele não colaborasse com as investigações.
“Eu falaria o que quisessem”, disse durante audiência. Renê alega que confessou o crime “sob forte pressão psicológica”. Ainda na audiência, ele alega que teve a imagem prejudicada pela maneira como foi retratado pela imprensa e disse também que seu casamento não resistiu ao crime.
Se condenado por todos os crimes, Renê pode pegar mais de 30 anos de prisão. Ele foi indiciado por homicídio triplamente qualificado – com agravantes de motivo torpe, perigo comum e recurso que dificultou a chance da vítima se defender – além de fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.
A defesa do criminoso tem tentado derrubar algumas das provas reunidas pela polícia civil durante as investigações, além que houveram irregularidades durante o período. Antes, a defesa já havia tentado um habeas corpus, mas o pedido foi recusado pela Justiça.

