Durante sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, expôs sua análise do projeto de lei que equipara fações criminosas a grupos terroristas.
A discussão vem sendo impulsionada por políticos de direita do país, mas esbarra em resistência por parte de outros setores. Para Rodrigues, a proposta pode expor o Brasil a intervenções internacionais.
Ao falar sobre o assunto, o diretor-geral defendeu que as duas organizações são diferentes em sua totalidade. “São institutos completamente diferentes, com finalidades e meios que não se confundem”, afirmou.
“Há riscos à soberania e ao ambiente econômico, inclusive para empresas brasileiras, caso essa interpretação equivocada prospere”, explicou Andrei Rodrigues, exemplificando alguns riscos.
Atualmente, governo e oposição acompanham de perto a relatoria da PL Antifacção. O projeto esta sendo elaborado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) e o texto, em uma de suas várias versões, chegou a propor a equiparação entre terrorismo e crime organizado.
Políticos como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador do Rio, Claudio Castro, e outros políticos. A proposta esbarra em resistências, especialmente as listadas por Andrei Rodrigues.
O texto final do PL Antifacão não tem um prazo para ser entregue. Segundo informações de colunistas que acompanham o mundo político, tanto o governo, quanto a oposição, estariam pedindo um adiamento para a votação do PL.
Na opinião pública, a ideia também é polêmica. Especialmente após a megaoperação no Rio de Janeiro, que visou lideranças do Comando Vermelho, cresceu o sentimento de que as autoridades não fazem o suficiente contra o crime organizado.
A proposta de equiparar as facções aos grupos terroristas, segundo quem defende a proposta, seria uma forma de garantir penas mais duras contra os indiciados por crimes ligados ao tráfico.

