A repercussão foi imediata e intensa após um padre negar a Eucaristia a fiéis durante uma missa no interior de Minas Gerais. O episódio, registrado em vídeo e rapidamente espalhado pelas redes sociais, ultrapassou o âmbito religioso.
A cena ocorreu no domingo, dia 8 de fevereiro, na Capela Santa Efigênia, localizada entre os municípios de Córrego Novo e Pingo D’Água. Durante a homilia, o padre Flávio Ferreira Alves afirmou que pessoas que apoiam o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) não deveriam receber a comunhão e pediu que se retirassem da igreja.
O sacerdote associou o apoio ao parlamentar a posturas que, em sua avaliação, seriam contrárias aos mais pobres, declaração que provocou desconforto entre os presentes. Gravados por duas mulheres que acompanhavam a celebração, os vídeos circularam rapidamente e despertaram uma onda de críticas.
Em resposta, o deputado publicou um vídeo nas redes sociais classificando o episódio como algo fora do comum. Ele criticou duramente a atitude do padre, afirmando que a comunhão com Cristo não pode depender do apoio ou rejeição a qualquer político.
https://www.instagram.com/reel/DUhA4KSjA9Z/
Diante da grande repercussão, a Diocese de Caratinga divulgou uma nota oficial para esclarecer sua posição. No comunicado, a Igreja reafirmou o compromisso com o livre exercício da democracia e com a pluralidade de opiniões, destacando que o ambiente litúrgico deve ser, acima de tudo, um espaço de acolhimento, oração e unidade. Veja na íntegra:
https://www.instagram.com/p/DUgwtrOD_oJ/
A Diocese informou que o padre reconheceu que sua fala ocorreu em um momento de forte emoção e que não está alinhada às orientações pastorais da Igreja. Segundo a nota, o sacerdote pediu perdão à comunidade e aos fiéis que se sentiram excluídos.
O texto reforça que a Eucaristia é sinal de união e não deve ser utilizada como instrumento de divisão, além de garantir que medidas serão adotadas para evitar novos episódios semelhantes.

