O caso do recém-nascido encontrado entre os muros de duas residências em Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba, causou grande comoção e mobilizou equipes médicas e moradores da região nesta última segunda-feira (18)
O bebê havia sido resgatado com vida durante a tarde, mas não resistiu às complicações de saúde e morreu poucas horas depois no hospital para onde foi levado para atendimento de emergência.
A confirmação da morte foi feita pelo diretor do Hospital Edson Ramalho, Aluizio Lopes, que também detalhou o estado clínico da criança no momento em que deu entrada na unidade de saúde. Segundo ele, o recém-nascido apresentava quadro extremamente delicado, consequência das condições em que foi encontrado.
De acordo com os profissionais que participaram do atendimento, o bebê ainda estava com o cordão umbilical e a placenta quando foi localizado, situação que teria provocado significativa perda de sangue e um quadro grave de anemia.
Além disso, a criança apresentava ferimentos pelo corpo e sinais de trauma na região do tórax. Os médicos também identificaram indícios de prematuridade. Conforme as informações divulgadas pelo hospital, o recém-nascido tinha cerca de 30 semanas de gestação, media aproximadamente 35 centímetros e pesava em torno de 1,5 quilo.
Durante o período em que permaneceu internado, ele sofreu diversas paradas cardiorrespiratórias, o que agravou ainda mais o quadro clínico. O resgate mobilizou equipes de emergência e chamou atenção de moradores da cidade, que acompanharam com expectativa as tentativas da equipe médica de estabilizar a criança.
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A notícia da morte provocou forte repercussão nas redes sociais e gerou manifestações de tristeza entre moradores da região. As circunstâncias em que o bebê foi abandonado ainda deverão ser investigadas pelas autoridades competentes.
A polícia deve buscar informações que ajudem a esclarecer quem deixou a criança no local e em quais condições o nascimento aconteceu. Casos envolvendo abandono de recém-nascidos costumam mobilizar órgãos de assistência social e segurança pública, principalmente pela vulnerabilidade extrema das vítimas.

