A investigação sobre a morte do empresário Pedro Rodrigues Alves, proprietário de uma funerária em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, ganhou novos detalhes após a conclusão do inquérito da Polícia Civil.
O caso chamou atenção pela complexidade das apurações e pelas suspeitas de que a morte teria sido planejada para aparentar causas naturais, enquanto familiares e pessoas próximas acompanhavam a rápida piora no estado de saúde da vítima.
Segundo a Delegacia de Investigação Criminal de Videira, a esposa do empresário e o homem apontado como amante dela foram indiciados por homicídio doloso qualificado.
De acordo com os investigadores, os dois teriam atuado juntos no planejamento e execução do crime, motivados principalmente por interesse financeiro e pela intenção de assumirem um relacionamento após a morte da vítima.
Pedro Rodrigues Alves tinha 54 anos e foi internado em estado grave no Hospital Divino Salvador no início de fevereiro deste ano. Conforme relatado pela equipe médica, o empresário não apresentava melhora clínica mesmo após tratamento intensivo na Unidade de Terapia Intensiva.
Diante do quadro considerado incomum, médicos solicitaram exames toxicológicos, que identificaram sinais de intoxicação provocada por substâncias químicas altamente tóxicas.
A partir do resultado dos exames, a Polícia Civil iniciou uma investigação aprofundada e obteve autorização judicial para acessar dados e informações ligadas aos envolvidos. Segundo o delegado responsável pelo caso, foi identificado que a esposa mantinha um relacionamento extraconjugal havia mais de um ano.
As investigações apontam que, ao longo de semanas, substâncias tóxicas teriam sido adicionadas em bebidas e medicamentos utilizados pelo empresário. A polícia afirma que o objetivo era provocar um agravamento gradual da saúde da vítima sem levantar suspeitas imediatas.
Ainda conforme o inquérito, um enfermeiro do hospital também passou a ser investigado por supostamente fornecer informações privilegiadas sobre o estado clínico do empresário durante o período de internação.
De acordo com a polícia, a suspeita teria feito pagamentos para obter detalhes internos e acompanhar a evolução do quadro de saúde da vítima. O profissional citado não faz mais parte da equipe do hospital.
Os investigadores afirmam que o empresário sofreu intensamente durante os dias em que permaneceu internado antes de morrer. O caso segue agora para análise do Ministério Público e da Justiça, enquanto os suspeitos permanecem presos preventivamente.
A repercussão do caso gerou grande impacto em Videira, cidade onde Pedro Rodrigues Alves era conhecido pelo trabalho à frente da funerária e pela convivência com moradores da região.

