Nesta terça-feira (03/02), a Câmara de Deputados aprovou projetos que reajustam os salários de servidores tanto da própria Câmara, quanto do Senado. O texto esta gerando polêmica.
Segundo os textos, entre os anos de 2026 e 2029, o salário base dos servidores receberá acréscimos anuais. A nível de exemplo, um auxiliar legislativo começa a carreira com um salário de R$3,300 atualmente.
Sob as novas regras, o valor será de R$5.863 a partir de julho de 2029. Já para o cargo de consultor legislativo, por exemplo, o salário vai saltar de R$13.753,64 para R$24.100, no mesmo período.
O texto também prevê o pagamento de uma Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico, com valores que podem chegar a 100% do salário base. O texto também prevê uma “licença compensatória”, em relação ao “acúmulo de atividades extraordinárias” e “exercício de função relevante”.
Outro ponto que chama a atenção é a determinação de um dia folga para cada três trabalhados, sendo limitado a 10 dias por mês. O texto entra em choque direto com a proposta de redução da escala de trabalho 6×1, que beneficiaria milhões de trabalhadores, mas esbarra em resistência do Congresso.
Em tom de comemoração, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comentou o reajuste aprovado: “É uma marca da nossa gestão não criarmos aqui castas, não criarmos diferenciações nas carreiras. Todas as categorias estão recebendo reajuste salarial”, disse.
A votação não teve computação de votos, já que foi um acordo fechado por líderes de Partidos. Independente de alinhamento político, entre esquerda e direito, houve um acordo entre líderes para favorecer servidores da Câmara e do Senado.
A notícia gerou revolta e polêmica na população, já que os salários dos servidores do Congresso já são superiores ao salário mínimo, que recebe pequenos reajustes anuais.

