Por anos, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ficou muito conhecida por uma militância extremamente conservadora e, por vezes, acusada de homofobia e transfobia. Não à toa, uma recente entrevista tem dado o que falar nas redes sociais.
Participando do podcast “Cortadas do Firmino”, Damares foi questionada sobre o que pensa da questão trans e revelou que seria a favor de cotas para trans e travestis em processos seletivos.
A senadora destacou a vulnerabilidade do que a comunidade trans acaba sendo exposta e afirmou que, durante o mandato Bolsonaro, o governo promoveu políticas públicas em prol de travestis.
“É muito fácil você conseguir um emprego para o gay, para uma lésbica, para um trisal. Mas a travesti, pelo jeito exuberante dela, você não encontra travesti em um banco trabalhando. Eu defendo a cota social”, disse.
A nova tendência dos bolsonaristas é abraçar a comunidade LGBTQIA+, olha aí a Damares defendendo as travestis e até pequeno porte de maconha, a era da "família tradicional" já era, fico imaginando a cabeça do gado agora, como fica ? pic.twitter.com/Je8y39RXUV
— ೃ✧ Ld ೃ✧🇧🇷🏴 (@Ld_Cml) July 29, 2025
Ainda falando sobre o tema, a senadora destacou o quanto este público esta exposto a vulnerabilidades e violência. A senadora surpreendeu ao listar alguns dos cenários que a comunidade trans enfrenta desde a juventude, como ser expulso cedo de casa, não ter acesso a escolarização e, em muitos cenários, se deparar com a prostituição.
Damares ainda citou um estudo, lembrando do abandono que as travestis sofrem, relembrando relatos de mulheres trans que tinham medo de deixar o presídio porque não teriam para onde ir.
Segundo a senadora, durante o governo Bolsonaro, houve uma preocupação para preparar esse público para uma inserção no mercado de trabalho, que fosse além do que os trabalhos mais esteriotipados, como salão de cabelereiro.
Damares também reforçou que o público trans acaba sendo duplamente vulnerável em muitos casos e defendeu que o poder público olhe com mais atenção. “Essa pode ser uma pauta da direita, claro. E foi no governo Bolsonaro”, disse.

