A família de Cidalva Prates Guedes, de 53 anos, questiona a administração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia (DF) após uma queda da mulher que resultou em traumatismo craniano. Guedes foi internada após um quadro de dengue.
O caso da paciente é delicado e confuso, conforme explica a família, que não conseguiu uma explicação da Unidade. Internada, Cidalva teria tentado pular uma janela e, na queda, batido a cabeça.
O drama da família começou no dia 24 de fevereiro, quando Cidalva começou a sofrer com mal-estar. A família procurou atendimento na unidade básica de saúde (UBS) de Samambaia, mas foram mandados de volta para casa com medicação.
Já no dia 3 de março, a família procurou a UPA. A administração não permitiu acompanhantes e Cidalva ficou sozinha, recebendo medicação e passando por exames. A família soube que ela havia desmaiada e retornou ao local, quando a mulher recebeu alta.
Na madrugada do dia 4 de março, Cidalva voltou a passar mal, a família retornou à UPA. “Ela ficou em uma poltrona, sentada, sem direito a acompanhante. Eu perguntei se podia ficar, mas disseram que não podia e que devia ir para casa”, relata a filha.
Segundo Andressa, a mãe ficou na poltrona até o dia 8 de março. Naquele dia, a família recebeu autorização para ficar acompanhar a paciente, já que seu quadro teria evoluído para uma dengue hepática hemorrágica.
Devido a piora, a família conseguiu uma vaga no Hospital Universitário de Brasília (HUB), mas, segundo a família, a UPA teria insistido em manter Cidalva na unidade, mas na sala vermelha.
Andressa conta que a mãe se assustou com a sala vermelha, mas acabou ficando e apresentou uma melhora. “(…)A gente saiu feliz. Poxa, minha mãe estava bem, estava ótima. Deixei ela boazinha lá, claro com os problemas da dengue“, contou.
No entanto, a noite, ao retornarem para a UPA por notícias da mãe, a família descobriu que Cidalva havia caído de uma alta de cerca de 2 metros, quando supostamente tentou pular uma janela. A mulher agora se encontra em estado grave, com traumatismo craniano.
Andressa afirma que a família não foi alertada, que descobriram apenas porque foram até a Unidade. Cidalva foi transferida para o Hospital de Base mas, segundo a filha, os médicos do Hospital sugeriram que a família se despeça.
A família procurou a delegacia e denunciou a UPA por negligência. Segundo Andressa, funcionários teriam dito que Cidalva sofreu um delírio, um episódio de surto, e se jogou da janela.

