As investigações da polícia sobre o desaparecimento do menino Nicolas – já localizado e resgatado – ainda não foram encerradas. Embora o menino esteja seguro, a polícia ainda precisa entender a dinâmica dos fatos.
Um dos pontos chave da investigação é a mãe da criança. A mulher esta internada em um hospital de Florianópolis e passou alguns dias na UTI. Com liberação médica, a polícia conseguiu ouvi-la nesta terça.
Em depoimento, a jovem afirmou que entregou o menino de forma espontânea e voluntária. No entanto, a polícia questiona essa versão. Isso porque existem provas de que a mulher vinha sendo “aliciada”, segundo as investigações, desde a gestação.
O responsável pelo aliciamento, segundo a polícia, é o homem com quem o menino estava em São Paulo. Nicolas foi encontrado na companhia de um casal, em um carro. O casal tinha documentos da criança e alegou que prosseguia com a adoção legal.
Entenda a seguir o que a polícia já sabe sobre como a mãe da criança conheceu o “casal” com quem o menino foi encontrado.
“O homem já vinha assediando a mãe desde que ela estava grávida. Quando ela engravidou, entrou em grupos de mães solos, de quem quer adotar e não consegue engravidar, e ele começou a aliciá-la para entregar a criança para ele“, explicou a delegada a frente do caso, Sandra Mara.
Apesar do que alegam os suspeitos, a adoção, nos moldes como supostamente seria feita, é considerada ilegal. Além disso, a mãe do menino esta em situação vulnerável, tanto em função de fragilidade emocional, quanto por ter sido vítima de violência.
Os fatos continuam sendo investigados pela polícia, mas a delegada explicou que o caso pode também revelar um verdadeiro esquema de tráfico de pessoas. Neste ponto, todos os fatos ainda precisam de maior apuração.

