No Hospital das Clínicas (HC), em Belo Horizonte, uma bebê teria tido a “cabeça arrancada” durante o parto, a família fez a denúncia e o caso vem chocando o Brasil. Apesar de ter ocorrido na última segunda-feira (1º), a denúncia foi feita pelos familiares apenas neste domingo (7).
Segundo o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar (PM) registrado dois dias após o ocorrido, a mãe, de 34 anos, foi internada no dia 24 do mês de abril, com 28 semanas de gestação, devido a um quadro de pressão alta. A equipe médica optou por induzir o parto.
Na visão dos pais da bebê que faleceu no parto, que ocorreu no Hospital das Clínicas em Belo Horizonte, o coração da filha estava saudável antes de nascer. A advogada que representa a família afirma que existem sinais de negligência e violência obstétrica por parte do hospital.
“Mesmo que não faça ela voltar, eu espero que não aconteça com outra mãe o que aconteceu comigo, não. Eu fui tratada igual um animal, ninguém me respeitou. É muito triste”, desabafou Ranielly.
A família da bebê relatou que funcionários do hospital se desculparam pelo ocorrido e ofereceram-se para cobrir todas as despesas do funeral da criança.
Eles também teriam oferecido a entrega de um laudo de necropsia para indicar a causa da morte. No entanto, a família optou por procurar as autoridades policiais.
De acordo com a avó materna a bebê tinha pontos em volta do pescoço. Ranielly contou que não consegue parar de chorar e que mesmo sabendo que as chances da filha sobreviver eram poucas, ela queria a bebê viva em seus braços.
O marido de Ranielly, pai da bebê afirmou que a esposa foi cortada para a cesariana sem anestesia e que ela levou mais de 60 pontos.

