Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) defender a prisão domiciliar para o general Augusto Heleno por questões humanitárias, a família Bolsonaro iniciou uma ofensiva.
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) listou publicamente as comorbidades do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para pressionar por um benefício similar.
As fontes são as redes sociais do parlamentar, que comparou a situação do pai à do general. Heleno, condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista.
O general alegou sofrer de Doença de Alzheimer desde 2018, o que motivou o parecer favorável da PGR.
Com a notícia do possível benefício ao aliado, Carlos divulgou a lista médica enviada ao STF. Segundo ele, Bolsonaro sofre de vários problemas de saúde.
Entre esses problemas estão: “refluxo gastroesofágico com esofagite, hipertensão essencial primária e doença aterosclerótica do coração”, além de crises de soluços incoercíveis.
Diante da situação, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou o drama de saúde. Ele confirmou que o pai teve mais uma “crise aguda de soluços” na quinta-feira (27).
A situação teria acontecido dentro da sede da Polícia Federal, precisando de atendimento médico e aumento na dosagem de remédios.
“Fica a impressão de que há algum nível de prazer em destruí-lo mental e fisicamente”, desabafou, ao trazer sua opinião sobre o assunto.
Desde o início da semana, Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos e 3 meses na Superintendência da PF em Brasília.
A estratégia da família agora é clara: usar o precedente de saúde de Heleno e as crises constantes do ex-presidente para tentar reverter o regime fechado para domiciliar.
No momento, a defesa aguarda a decisão do STF sobre o general Heleno, que pode abrir caminho para o pleito de Bolsonaro.
Flávio, ironizando a proibição de aglomerações que levou à prisão preventiva do pai no sábado anterior, pediu apoio virtual.

