Os registros obtidos pelo portal G1, mostram um episódio que voltou a colocar em evidência a relação já marcada por conflitos entre o coronel Marcos Vinicius Poinho Encarnação, da Polícia Militar do Amazonas, e sua ex-companheira, Iolanda Martins.
As imagens, feitas em um posto de combustíveis de Manaus, foram citadas no processo que levou ao afastamento do oficial em junho deste ano, após a denúncia formal apresentada por Iolanda.
O conteúdo repercutiu entre autoridades e reacendeu discussões sobre condutas de profissionais da segurança pública fora do ambiente de trabalho e dos atos violentos no qual eles se envolvem.
Nas gravações, é possível ver o ex-casal em meio a uma discussão durante a madrugada, após terem permanecido no local por várias horas ingerindo bebidas alcoólicas, segundo a defesa da vítima.
O advogado de Iolanda informou que o desentendimento começou por causa da forma como deixariam o posto, já que ela queria ir embora e ele não concordava.
Com a intensificação da discordância, ambos caem ao chão e o coronel tenta contê-la fisicamente. Outras pessoas aparecem nas imagens, mas não interferem na situação.
Ainda conforme o advogado, em determinado momento a mulher perdeu a consciência e foi levada para um cômodo interno da loja de conveniência, onde permaneceu por algumas horas.
Por volta das 10h da manhã, após recobrar os sentidos, ocorreu um novo atrito verbal entre os dois. Nesse momento, equipes da Polícia Militar, já acionadas, chegaram ao posto e isolaram a área.
Iolanda afirma que, na chegada dos policiais, foi contida de forma inadequada, relatando ter sido imobilizada no chão até ser liberada. A mulher retornou para casa e registrou um boletim de ocorrência ainda no mesmo dia.
#EXCLUSIVO
É inacreditável: um coronel da PM agrediu a esposa com vários socos até ela desmaiar em um posto de gasolina. Quando a polícia chegou ao local, os agentes imobilizaram a vítima e ficaram batendo papo com o coronel agressor. pic.twitter.com/r4Q41zqLyV— Erlan Bastos (@erlan_bastos) November 17, 2025
Segundo o advogado, ela reuniu imagens e registros anteriores, datados de 2022 e 2023, que foram entregues às autoridades responsáveis pela investigação. A corporação foi questionada sobre a atuação dos policiais que aparecem no vídeo, mas ainda não apresentou posicionamento.
Enquanto o caso segue em análise pela Polícia Civil e pela corregedoria da PM, a expectativa é de que todos os elementos reunidos colaborem para esclarecer a conduta de cada envolvido e o contexto completo das ocorrências relatadas.

