O desaparecimento de Helmarta Sousa Santos Luz, de 38 anos, em Valença, no baixo sul da Bahia, chocou a comunidade local. Após dois dias de buscas, o ex-marido da vítima, o taxista Carlos Mendes dos Júnior, confessou ter assassinado a auxiliar administrativa na tarde de terça-feira (25).
A revelação veio à tona durante depoimento à Polícia Civil, na quinta-feira (27), colocando fim às especulações iniciais de que Helmarta teria sido sequestrada.
O casal esteve junto por 16 anos e tinha uma filha de 15 anos, mas estava separado há oito meses. Mesmo após o término, Carlos não aceitava o fim do relacionamento e, segundo relatos de amigos e familiares, mantinha um comportamento possessivo e ciumento.
Na última segunda-feira (24), um dia antes do crime, os dois tiveram uma discussão acalorada na frente da filha, o que teria aumentado a tensão entre eles.
Além disso, o início de um novo namoro por parte de Helmarta, há cerca de uma semana, teria despertado a ira do ex-companheiro.
De acordo com a polícia, Helmarta foi vista pela última vez por volta das 15h de terça-feira, no condomínio onde morava. Ela deveria seguir para o trabalho, mas não chegou ao local, o que gerou preocupação entre os colegas e familiares.
Durante o interrogatório, Carlos Mendes admitiu que usou uma corda para assassinar a ex-mulher e, em seguida, colocou o corpo no porta-malas de um carro.
Ele afirmou ter arremessado o corpo da Ponte do Funil, em Itaparica, na Região Metropolitana de Salvador. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para as buscas, que seguem sem sucesso até o momento.

A confissão de Carlos Mendes veio após uma série de contradições durante seu depoimento. Desde o início das investigações, ele era o principal suspeito do desaparecimento.
O coordenador da Polícia Civil de Valença, delegado José Raimundo Neri, confirmou que a prisão temporária do taxista foi cumprida na noite de quarta-feira (25), e ele permanece à disposição da Justiça.

Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!
O caso de Helmarta Luz reforça a gravidade dos crimes de feminicídio e a necessidade de medidas protetivas mais eficazes para as mulheres que enfrentam relacionamentos abusivos.
A recusa de Carlos Mendes em aceitar o término do relacionamento e o comportamento controlador são exemplos de um ciclo de violência que muitas mulheres vivem.
O caso chama a atenção para a importância de denunciar e buscar apoio em situações semelhantes, para prevenir tragédias como a que ocorreu com Helmarta.

