No interior do estado de São Paulo, um caso envolvendo uma creche particular situada na cidade de São José do Rio Preto despertou atenção após denúncias relacionadas ao cuidado de uma criança de dois anos diagnosticada com autismo nível 2.
O alerta foi feito de forma inusitada por uma ex-funcionária da instituição, que decidiu recorrer a um bilhete escondido em uma mamadeira para tentar comunicar a mãe da criança sobre situações preocupantes dentro da unidade.
O bilhete, escrito na sexta-feira, não foi notado inicialmente. Somente após contato direto pelas redes sociais, a ex-berçarista conseguiu relatar à mãe, que é técnica de enfermagem, a suposta negligência.
A profissional, ao receber imagens e vídeos, buscou imediatamente a delegacia no sábado para registrar denúncia formal. O caso que deixou a comunidade local assustada serve de alerta para os pais e responsáveis por crianças.
Entre os registros enviados, havia fotos da criança sozinha em uma sala, sentada em uma cadeira de alimentação, com sinais de desconforto térmico, suor excessivo e, segundo relato, em condição de higiene comprometida.
A ex-funcionária relatou que o menino era deixado isolado em ambiente sem ventilação adequada e que outros pontos de descuido também eram observados na rotina da creche.
Segundo ela, alimentos eram mal acondicionados, o espaço apresentava falhas graves de higiene e algumas crianças dormiam em condições precárias, como no chão ou em colchões em más condições de uso.
A mãe relatou ainda que, nas últimas semanas, havia percebido mudanças no comportamento do filho, incluindo episódios de agressividade, o que a fez suspeitar de algo fora do normal.
A creche, em nota divulgada nas redes sociais, negou as acusações, afirmando que não há qualquer prática de maus-tratos e que está colaborando com os órgãos responsáveis. Ainda assim, o caso levou outras três mães a procurarem a delegacia no mesmo dia, ampliando as denúncias contra a instituição.
Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!
O episódio levanta questões sérias sobre a fiscalização de ambientes voltados ao cuidado infantil, especialmente em unidades que atendem crianças com necessidades específicas.
Situações como essa reforçam a importância da vigilância constante e do compromisso ético das instituições com o bem-estar das crianças, além de ressaltar o papel fundamental de profissionais atentos e dispostos a agir diante de sinais de negligência.

