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Advogados de empresário que matou gari em BH tomam atitude drástica em relação ao caso

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Empresário foi preso no dia 11 de agosto horas após matar gari

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O caso que envolve o assassinato de um gari em Belo Horizonte gerou enorme repercussão em todo o país, levantando debates sobre violência, porte de armas e impunidade. Em meio ao processo, uma reviravolta chamou a atenção nesta semana.

Os advogados de defesa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, preso por suspeita de efetuar o disparo que tirou a vida de Laudemir, decidiram abandonar a causa, comunicando oficialmente a Justiça sobre a renúncia.

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A decisão foi registrada em documento encaminhado ao 1º Tribunal do Júri da capital mineira, no qual os profissionais afirmam que estão se retirando da defesa e que o réu deverá contratar um novo procurador.

Em nota, um dos advogados, Leonardo Salles, informou que sua saída ocorreu por “motivo de foro íntimo” após conversa reservada com o cliente. Renê foi preso em 11 de agosto, poucas horas depois da morte do gari.

Segundo as investigações, ele teria se irritado com o caminhão de lixo que bloqueava parcialmente a via e, após ameaçar a motorista do veículo, disparou contra Laudemir, que estava trabalhando na coleta.

O crime gerou comoção nacional, não apenas pela violência, mas também pelo perfil da vítima, que era conhecido na comunidade pela dedicação ao trabalho. Outro ponto investigado é o uso da arma.

A arma pertencia à esposa do empresário, que é delegada de polícia. Ela declarou não saber que o marido utilizava o armamento, mas a Corregedoria da Polícia Civil apura se há responsabilidade administrativa por parte dela.

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Na audiência de custódia, o juiz destacou que Renê já respondia por violência doméstica contra a ex-esposa, classificando-o como alguém de “personalidade violenta”.

O Ministério Público indiciou o empresário por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça, crimes que, somados, podem resultar em pena de até 30 anos de prisão.

Com a renúncia dos advogados, a expectativa é de que o processo sofra ajustes nas próximas semanas, até que um novo defensor seja oficialmente nomeado. A mudança aumenta a tensão em torno de um caso que já mobiliza autoridades, familiares da vítima e a opinião pública em todo o Brasil.

Sobre o Autor

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira