O influenciador digital Hytalo Santos deixou a cadeia pública da cidade de Carapicuíba, que está localizada na Região Metropolitana de São Paulo, nesta segunda-feira (18), em meio a um clima de tensão.
Ele e o marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste da capital.
A saída foi marcada por gritos, hostilidade e vaias de pessoas que aguardavam do lado de fora. Hytalo, bastante emocionado, chorou ao embarcar no veículo da polícia que o levou até a nova unidade prisional.
No último sábado (16), a Justiça da Paraíba rejeitou o pedido de soltura feito pela defesa do casal. Dessa forma, ambos permanecem presos preventivamente enquanto o inquérito segue em andamento.
As prisões foram cumpridas na sexta-feira (15), após determinação judicial expedida pelo Ministério Público da Paraíba, que conduz as investigações em parceria com o Ministério Público do Trabalho.
Hytalo e Euro são acusados de envolvimento em práticas de exploração e exposição de menores, além de tráfico de pessoas. As suspeitas giram em torno de conteúdos produzidos e divulgados nas redes sociais, nos quais adolescentes eram utilizados em gravações.
As investigações indicam ainda que jovens permaneciam em uma mansão na Paraíba adquirida pelo influenciador, onde participavam de filmagens que supostamente envolviam situações de adultização.
Hytalo Santos chora enquanto entra em carro para ser transferido, após ter o pedido de liberdade negado.
— UpdateCharts (@updatecharts) August 18, 2025
Embora denúncias contra o casal já circulassem há alguns anos, a prisão só foi decretada após a ampla repercussão de um vídeo publicado pelo influenciador Felca. O material, com cerca de 50 minutos, trouxe relatos e indícios que reforçaram as suspeitas e levaram o caso ao conhecimento nacional.
Agora, com a transferência para o CDP de Pinheiros, as investigações continuam em busca de provas que possam esclarecer os fatos e apontar responsabilidades.
O caso vem gerando grande repercussão pública e levanta debates sobre a necessidade de maior fiscalização de conteúdos digitais envolvendo crianças e adolescentes.

