Na última terça-feira (25/11), a Justiça da Nova Zelândia encerrou um processo longo e conturbado sobre a morte de duas crianças, de 6 e 8 anos de idade. A responsável pelo crime é a própria mãe das vítimas.
O crime aconteceu em 2018, quando Hakyung Lee matou os dois filhos através de uma overdose de medicações. O crime aconteceu cerca de um ano depois do pai das crianças morrer em decorrência de um câncer.
Depois de matar os filhos, Lee os enrolou em sacos, colocou os corpos em malas e os abandonou em um depósito de aluguel. A mulher, que tem cidadania neozelandesa, mas nasceu na Coreia do Sul, aproveitou para fugir para o país.
Na Coreia, Lee adotou uma identidade falsa e viveu por cerca de 4 anos. Em 2022, uma família arrematou o depósito em um leilão (já que Lee havia abandonado o local). Enquanto arrumavam o espaço, a família encontrou as malas e os restos mortais das crianças.
A polícia foi acionada e se teve início as investigações. Inicialmente, a polícia confirmou que se tratavam de restos humanos e, a partir daí, a polícia rapidamente chegou até a identidade de Lee.
Os investigadores descobriram que ela havia abandonado a Nova Zelândia e se mudado para a Coreia do Sul, onde morou por 6 anos. Com ajuda das autoridades coreanas, a Justiça neozelandesa conseguiu a extradição da mulher, que foi julgada.
Lee tentou alegar que sofria de surto psicótico quando cometeu o crime, mas a justificativa não foi aceita pelo tribunal. “Você sabia que suas ações eram moralmente erradas… talvez você não suportasse ter seus filhos por perto como uma lembrança constante de sua vida feliz anterior”, disse o juiz Geoffrey Venning
Lee foi condenada a tratamento compulsório em uma clínica psiquiátrica de segurança máxima e deve ser transferida para um presídio comum assim que receber alta. A pena foi de 17 anos em regime fechado, sem direito a condicional.

