Uma trágica ocorrência de violência doméstica chocou a capital mineira na madrugada desta segunda-feira, 22 de junho de 2026. A dona de casa Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos de idade, foi assassinada e decapitada dentro de casa.
O principal suspeito do crime é o próprio filho da vítima, um homem de 27 anos que, segundo relatos fornecidos por familiares e vizinhos da região, possui diagnóstico de esquizofrenia.
O indivíduo foi detido pelas forças de segurança e confessou a autoria do homicídio. O acionamento dos policiais militares ocorreu após parentes de Jussara manifestarem estranhamento com a ausência da mulher em compromissos familiares.
Diante do sumiço incomum e da falta de respostas aos contatos, a família solicitou que uma guarnição se deslocasse até o endereço residencial para averiguar a integridade física da moradora.
Ao entrarem no imóvel, os militares localizaram o corpo da vítima no quarto e efetuaram a prisão em flagrante do filho. De acordo com o depoimento do sargento Gleidson Wellys, responsável pelo atendimento inicial da ocorrência, uma vizinha do apartamento relatou ter escutado barulhos.
Ela disse que ouviu Jussara Maria implorar pela própria vida, dizendo a frase “Não faça isso, meu filho. Eu te amo”, momento após o qual seguiu-se um completo silêncio no local.
O policial, que conta com duas décadas de atuação na Polícia Militar de Minas Gerais, expressou profundo choque com a brutalidade da cena e destacou a frieza do autor, que não demonstrou sinais de arrependimento, chegando a sorrir e a cantar durante o transporte no interior da viatura.
Em nota oficial de esclarecimento, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que equipes da perícia técnica compareceram à cena do crime para realizar o levantamento de dados e recolher vestígios materiais que ajudem a subsidiar o inquérito.
O corpo de Jussara foi removido e encaminhado ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette para a realização dos exames necroscópicos necessários. O suspeito detido foi inicialmente conduzido ao Hospital Odilon Behrens para receber atendimento médico e, na sequência, apresentado à autoridade plantonista na delegacia de polícia, onde os trabalhos de Polícia Judiciária seguem em andamento.

