Curiosidades

Vítima de anorexia leva os internautas às lágrimas com seu desabafo nas redes sociais

“Eu olho para essas fotos e eu vejo uma menina triste, deprimida, uma adolescente que quer morrer”, diz a garota.

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A garota de 18 anos de idade, desabafou e alertou as outras moças quanto ao problema que quase tirou sua vida. Ela chegou a pesar 35 quilos, ficou vários dias internada, precisou de cadeira de rodas, usou sonda, e isso ainda não foi o pior.

Delfina viu sua vida regredir, parou de estudar e não conseguia conter a vontade de emagrecer. Aos 14 anos ela se viu no fundo do poço. Foi ai que seus pais tomaram atitude e a levaram para fazer uma série de exames em Buenos Aires. Ao checar os resultados dos exames, os médicos anunciaram: ‘Você vai ser hospitalizada’. 

Os médicos disseram: ‘Você está muito abaixo do peso, você não pode sair, não pode ir a pé’. Ela conta que os pais se abraçaram e choraram. Mas este ainda não foi o ponto de virada.

Ela não se encaixava no perfil ‘clássico’ de uma vítima de anorexia, pois tinha consciência de que estava magra.

No hospital, a paciente começou a pesquisar sobre ‘anorexia’. E encontrou páginas de meninas que encorajavam outras a parar de comer. ‘Se eu sou anoréxica é isso que eu tenho que fazer’, pensou.\n\n“Uma madrugada acordei desesperada, não conseguia respirar, minha mãe chamou a equipe de enfermagem que detectou que a sonda se curvou. O fluido foi para os pulmões. Eu sangrava pela boca e nariz”. Relembrou.

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Prometi para minha mãe que voltaria a comer. A anorexia parecia sob controle, mas geralmente a doença não é tão fácil de domar. O que se seguiu foram períodos de estabilidade, intercalados por períodos de recaída. Comecei a tomar laxantes, porque eu queria tirar tudo de dentro de mim, mesmo que tivesse comido só um cookie. Eu fingia comer, e assim que meus pais se distraiam, eu escondia a comida na minha calcinha ou em calças largas. Quando fui para a nutricionista, bebi muita água para pesar mais”. Desabafou.

“Cada recaída vinha acompanhada por uma enorme dor no peito. Eu queria morrer, eu pensava ‘eu não sou boa, eu estou fazendo mal para todo mundo. para que ficar aqui se eu só trago problemas?’. Eu não queria mais viver como vivia.”

Pouco a pouco, começou a se abrir e falar do que sentia. “Eu comecei a encarar o que estava acontecendo comigo para me ajudar. Em vez de procurar informações na Internet para ver como ficar pior, eu comecei a olhar como ser melhor. Antes, 90% do meu dia passava pensando em comida, os outros 10% dormindo.”

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“Agora, quando esses pensamentos vêm, eu saio, vou ler, pintar, ouvir música, vou à terapia, ou chamo alguém que me quer bem. Apaixonar-se também fez a diferença.”

“Eu costumava pensar só em mim, no que me magoava. Quando dei lugar ao amor, não deixei espaço para a doença. Eu olho para essas fotos e eu vejo uma menina triste, deprimida, uma adolescente que quer morrer.”

“Hoje, embora não esteja inteiramente feliz com o meu corpo, eu prefiro lutar. Eu luto e quero seguir em frente. Quando eu olho no espelho vejo uma menina às vezes feliz, às vezes nem tanto, como todo mundo, né? A tatuagem em seu antebraço é um lembrete de que ela provavelmente terá de lidar com sua doença pelo resto de sua vida. A mensagem é clara: ‘Fique forte'”. Conclui.

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