Um vídeo divulgado pelo Supremo Tribunal Federal nesta última quinta-feira (20) revelou a reação do tenente-coronel Mauro Cid ao ser informado de sua segunda prisão, ocorrida em março do ano passado.
Durante uma audiência no STF, Cid demonstrou abatimento ao ouvir a decisão, levando as mãos à cabeça e baixando o olhar. Em seguida, balançou a cabeça e fez um movimento com o botão da manga da camisa, aparentando incredulidade com a notícia.
A ordem de prisão foi expedida após ele ter sido ouvido sobre áudios em que fazia críticas à Polícia Federal e ao ministro Alexandre de Moraes. Durante a audiência, Cid voltou atrás em suas declarações e reafirmou que sua delação premiada havia sido feita de forma voluntária.
No entanto, Moraes considerou que ele havia descumprido medidas cautelares impostas anteriormente e determinou sua prisão preventiva. O anúncio foi feito pelo juiz instrutor do gabinete de Moraes, Airton Vieira, que informou oficialmente a decisão do ministro.
De acordo com ele, a determinação foi assinada e decretada de forma imediata, levando Cid de volta à prisão. O tenente-coronel já havia sido detido anteriormente, permanecendo preso entre maio e setembro de 2023, até conseguir a soltura mediante um acordo de colaboração premiada.
No entanto, com a nova decisão, foi novamente detido em março, ficando encarcerado até maio do mesmo ano, quando foi solto novamente. Desde então, ele segue em liberdade. O caso reforça a vigilância do STF sobre o cumprimento de medidas cautelares impostas a investigados em processos sensíveis, como o de Mauro Cid.
A delação premiada, que inicialmente garantiu sua soltura, foi colocada em xeque após as críticas feitas por ele em áudios, levantando dúvidas sobre sua postura diante das autoridades.
O episódio demonstra o rigor do tribunal em relação ao cumprimento de acordos firmados no âmbito das investigações. Vale resssaltar que as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.

