Na noite da última quarta-feira (12), pessoas que transitavam pelo terminal de ônibus se depararam com uma triste cena, que provavelmente jamais será esquecida.
Uma mulher tentava enforcar seu filho recém-nascido, uma imagem desesperadora que despertou a atenção de algumas pessoas que passavam pelo local.
Uma mulher de 35 anos foi detida após ser flagrada tentando asfixiar seu próprio filho, um recém-nascido, dentro do Terminal de Jacaraípe, localizado na cidade de Serra, que fica na Região Metropolitana de Vitória, capital do Espírito Santo, durante a noite de quarta-feira (12).
Por motivos de preservação da vítima e em respeito à privacidade da suspeita, seu nome não está sendo divulgado.
De acordo com o relato da Polícia Militar, uma equipe foi acionada após duas testemunhas, presentes no terminal, presenciarem a tentativa de sufocamento do recém-nascido pela mulher.
A mulher, conforme informado pela polícia, apresentava sinais evidentes de embriaguez e comportamento agressivo, desobedecendo às ordens dos militares, o que exigiu a intervenção para contê-la. Ela foi conduzida à 3ª DP da Serra. O Conselho Tutelar foi contatado e orientou os policiais a encaminharem também o recém-nascido ao mesmo local. Veja o vídeo a seguir.
Conforme comunicado oficial da Polícia Civil, a mulher de 35 anos foi detida em flagrante e acusada de tentativa de lesão corporal qualificada. Por não efetuar o pagamento da fiança estabelecida pela autoridade responsável pelo caso, ela foi levada ao Centro de Triagem de Viana.
No decorrer da última quarta-feira (13), a mulher compareceu a uma audiência de custódia, na qual a Justiça concedeu a ela a liberdade provisória sem exigência de pagamento de fiança.
Foi emitido um alvará de soltura, contudo, mediante o cumprimento das condições exigidas pela Justiça: determinou-se que ela fosse encaminhada ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Laranjeiras, localizado na cidade de Serra, com o intuito de receber assistência em relação à sua saúde mental.
Adicionalmente, de acordo com o registro da audiência de custódia, a Justiça instruiu que sejam enviados ofícios à Vara da Infância e Juventude, a fim de que sejam tomadas as providências adequadas em relação à mulher e seus filhos.

