Desaparecimentos repentinos costumam provocar angústia profunda em familiares e amigos. Quando uma pessoa some sem deixar explicações claras, cada detalhe passa a ser analisado com atenção, e pequenas pistas podem se transformar em peças importantes para entender o que realmente aconteceu.
É justamente essa sensação de incerteza que envolve o desaparecimento de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que sumiu no dia 4 de março em Florianópolis, capital de Santa Catarina. O caso ganhou novos contornos após familiares encontrarem o apartamento onde ela morava em condições que levantaram diversas suspeitas.
Quem percebeu primeiro que algo estava errado foi o irmão da mulher, Matheus Estivalet. Morador de Itapema, ele decidiu ir até o imóvel da irmã, localizado no bairro Ingleses, depois de dias sem conseguir contato.
Ao entrar no local, encontrou o apartamento desorganizado, com louça acumulada, alimentos estragados e um forte odor, indicando que ninguém estava ali havia vários dias. Outro ponto que chamou atenção da família foi a movimentação do veículo de Luciani.
Segundo relatos, o carro teria sido visto pela última vez em São João Batista, na Grande Florianópolis, após ser registrado por câmeras de monitoramento. Durante a tentativa de entender o desaparecimento, o irmão também recebeu mensagens de um ex-namorado da vítima, descrito como um homem de origem árabe.
Inicialmente, ele afirmou não ter proximidade com Luciani e disse ter tomado conhecimento do caso apenas pelas redes sociais. No entanto, a família contestou essa versão, alegando que a mulher já havia ajudado financeiramente o homem no passado. Após ser questionado, ele apagou as mensagens e bloqueou o contato.
Outro detalhe considerado estranho foi uma mensagem enviada do celular de Luciani para familiares na segunda-feira após o desaparecimento. No texto, ela afirmava que pessoas estariam se intrometendo em sua vida e mencionava a possibilidade de viajar para o Paraguai.
Além disso, informações preliminares indicam que movimentações financeiras foram registradas na conta da mulher, incluindo a aprovação de um empréstimo de cerca de R$ 20 mil.
Enquanto as investigações continuam, a família também aguarda o resultado de exames que podem identificar um corpo encontrado às margens de um rio em Major Gercino. Segundo o delegado Cristiano Sousa, a confirmação dependerá de análises de DNA realizadas pela Polícia Científica.

