No último mês de maio de 2023, uma jovem de 27 anos, estudante de medicina chamada Bárbara Maia, experimentou uma sensação de falta de ar que não cedia ao tratamento com a bombinha de asma, uma condição que ela já tinha há vários anos.
Isso levou a um episódio em que ela teve que ser hospitalizada, e o que começou como um sintoma aparentemente simples acabou evoluindo para uma hospitalização prolongada e grave.
Bárbara enfrentou uma internação que se estendeu por três meses, dos quais 36 dias envolveram sua permanência em um estado de intubação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Além disso, ela teve que enfrentar a amputação de um de seus braços, tudo devido a uma condição médica rara que a acometia, mas que ela desconhecia previamente.
Os médicos identificaram que Bárbara estava sofrendo de síndrome antifosfolípide (SAF), uma condição autoimune frequentemente referida como a síndrome do “sangue espesso”.
Conforme informações da Sociedade Brasileira de Reumatologia, essa condição é caracterizada por episódios recorrentes de trombose e apresenta sintomas semelhantes aos do lúpus, como por exemplo, dores pelo corpo, cansaço extremo e inchaço.
No que diz respeito à estudante, os coágulos tiveram um impacto significativo em seu pulmão, levando à sensação de falta de ar, e também afetaram o seu braço direito e a área da cabeça.
Ao longo do período de internação, Bárbara enfrentou duas ocorrências de acidente vascular cerebral (AVC), passou por uma traqueostomia e teve um de seus braços amputado. A jovem mineira recobrou a consciência após 36 dias de intubação, permanecendo na UTI, porém, seu braço direito já havia sido amputado.
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A amputação do membro foi necessária devido a tromboses que comprometeram o fluxo sanguíneo e afetaram a musculatura. Durante o período em que esteve em coma, ela enfrentou diversas complicações, incluindo insuficiência renal, pneumonia e hemorragia intestinal.

