Viagens turísticas de curta duração movimentam passageiros entre diferentes estados e exigem o cumprimento de regras relacionadas ao transporte, às condições dos veículos e à segurança dos ocupantes.
Em trajetos com serras e curvas, esses cuidados ganham ainda mais importância. Um passeio entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro terminou com dez mortos e dezenas de feridos na madrugada de domingo, dia 16.
Uma administradora mineira de 25 anos, que preferiu não ser identificada, está entre os sobreviventes do tombamento de um ônibus da Estrela Guia Turismo em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, o veículo realizava transporte clandestino. O grupo havia saído de Contagem, com embarques posteriores em Belo Horizonte, para um passeio de um dia em Copacabana. Cada passageiro teria desembolsado R$ 170.
A sobrevivente afirmou que percebeu problemas desde o começo do deslocamento, incluindo cintos de segurança que não funcionavam. Segundo sua versão, o ônibus trafegava rapidamente e alguns passageiros chegaram a demonstrar preocupação durante uma parada em Juiz de Fora.
Na descida da serra, ela relatou momentos de tensão antes do tombamento. A mulher sofreu lesões em diferentes partes do corpo, mas não apresentou fraturas. Seu noivo teve ferimentos no joelho e uma costela fraturada.
Ambos conseguiram deixar o coletivo por uma saída de emergência e receberam atendimento médico. Outros feridos foram encaminhados para unidades de saúde de Petrópolis e Duque de Caxias.
Um caminhoneiro que trafegava pelo trecho também afirmou ter visto o ônibus passar em velocidade elevada pouco antes do acidente. As declarações das testemunhas deverão ser analisadas pelas autoridades juntamente com perícias e demais elementos da investigação.
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A administradora informou ainda que ela e o noivo inicialmente viajariam em outro ônibus, mas acabaram transferidos para o veículo envolvido no acidente. Após receber alta, ela retornaria a Minas Gerais. A defesa da empresa declarou que eventuais manifestações serão apresentadas no processo.
A apuração deverá esclarecer os fatores que contribuíram para o tombamento. O episódio também reforça a importância de verificar a regularidade das empresas contratadas, as condições dos equipamentos de segurança e a autorização necessária antes de viagens interestaduais.

