Adotar um cão de grande porte, especialmente raças como o pitbull, exige mais do que carinho e boas intenções, demanda conhecimento, experiência e responsabilidade. Esses animais, fortes, energéticos e com histórico de seleção para combate, precisam de limites claros, socialização adequada e um ambiente estruturado.
Quando isso não ocorre, a convivência pode se transformar em risco, especialmente em lares com crianças pequenas. Foi o que aconteceu em Hortolândia (SP), onde um cão da raça pitbull atacou uma menina de apenas dois anos dentro da própria casa.
Segundo informações da Polícia Militar, o animal havia sido adotado pela família há cerca de dois meses. O incidente mobilizou vizinhos, agentes de segurança e profissionais de saúde, mas, infelizmente, a criança não resistiu aos ferimentos. Veja reportagem:
O adestrador comportamental Gilberto Leandro Júnior afirma que episódios como esse geralmente estão relacionados à forma como o cão é criado. Segundo Gilberto o grande problema não está na raça mas no despreparo dos tutores.
Segundo ele, é fundamental que os tutores de raças como pitbull busquem apoio profissional logo nos primeiros dias de convivência. O especialista reforçou a importância da adaptação que deve ser conduzida com paciência e supervisão.
Ele ainda alertou que nenhuma criança pequena deve ficar sozinha com qualquer cão, independentemente da raça. No caso em questão, a Polícia Militar precisou intervir com disparos para que o animal soltasse a menina. A perícia foi acionada e investiga a dinâmica do ocorrido.
O episódio ressalta a importância da adoção consciente. Cães como o pitbull, quando bem criados, podem ser afetuosos e equilibrados. Mas a falta de preparo pode transformar o ambiente doméstico em um espaço de insegurança algo que pode ser evitado com educação, orientação e responsabilidade.

