Na manhã desta segunda-feira (10), um incidente aéreo ocorreu no Aeroporto Estadual de Sorocaba, quando um avião particular realizou um pouso de emergência sem o uso do trem de pouso.
A aeronave, um Twin Commander modelo 690D, fabricado em 1985, precisou tocar o solo com a fuselagem por volta das 8h53, percorrendo cerca de 500 metros sobre a pista.
Apesar do impacto e do vazamento de combustível que resultou em um princípio de incêndio, as equipes de emergência do aeroporto conseguiram conter rapidamente a situação. Nenhum dos ocupantes sofreu ferimentos.
A falha no trem de pouso, um dos componentes fundamentais para a segurança das operações aéreas, foi o fator determinante para o pouso forçado. Essa estrutura é essencial para suportar o peso da aeronave durante decolagens e aterrissagens, sendo composta por rodas, pneus e sistemas de freios.
Qualquer problema nesse mecanismo pode comprometer a estabilidade do pouso e gerar riscos adicionais. A aeronave partiu de Mandaguaçu, no Paraná, com destino a Sorocaba. A bordo estavam quatro pessoas: o piloto, o copiloto e dois passageiros.
Entre eles, João Noma, empresário do setor automobilístico e proprietário do avião. O pouso forçado não resultou em ferimentos, mas causou transtornos operacionais no aeroporto.
Com a aeronave imobilizada na pista, o Aeroporto Estadual de Sorocaba precisou interromper suas atividades. Por volta das 10h, a administração informou que ainda não havia previsão para a liberação da pista. Somente por volta das 12h o avião foi removido, permitindo a retomada das operações normais.
O registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirma que o avião, equipado com dois motores turbo-hélice, tem um peso máximo de decolagem de 4,8 mil quilos e capacidade para transportar até nove passageiros.
Adquirido por João Noma em 2011, o modelo é reconhecido por sua versatilidade e desempenho em voos executivos. Embora o incidente não tenha deixado vítimas, ele destaca a importância da manutenção preventiva e da preparação das equipes de emergência para lidar com situações inesperadas.
O rápido controle do vazamento de combustível e do princípio de incêndio evitou danos maiores, reforçando a necessidade de protocolos rigorosos de segurança em aeroportos.

