O que deveria ser um período de descanso e celebração na Praia do Francês, em Alagoas, transformou-se em uma despedida precoce para o cabeleireiro Eryvelton Gomes, de 34 anos.
Natural de Várzea Grande, Mato Grosso, Eryvelton faleceu na última terça-feira, 6 de maio de 2026, após sofrer uma reação alérgica fulminante ao experimentar caranguejo pela primeira vez.
Embora soubesse de sua alergia severa a camarão, ele acreditou que o consumo de um crustáceo diferente não ofereceria riscos à sua saúde, ignorando o perigo da reatividade cruzada entre frutos do mar da mesma família biológica.
Nesta quinta-feira, 7 de maio, seu marido, Lucas Gabriel Cerqueira, utilizou as redes sociais para compartilhar um relato profundamente emocionado.
Visivelmente abalado, Lucas descreveu o trauma de ter presenciado os últimos momentos do companheiro e detalhou as dificuldades burocráticas para o translado do corpo de volta ao Mato Grosso, que deve ocorrer até a manhã de sexta-feira.
Ele aproveitou o espaço para agradecer o apoio massivo que tem recebido de amigos e clientes, confirmando que o velório será realizado na Capela Bom Jesus, a partir das 6h de amanhã, seguido pelo sepultamento às 15h.
“Eu vi tudo acontecer. Eu já vi ele em óbito. Eu não consigo dormir já tem dois dias por causa disso, só sei chorar. Ele foi, ele é, o grande amor da minha vida”, disse Lucas Gabriel Cerqueira, em vídeo publicado nas redes sociais.
A fatalidade também trouxe à tona discussões sobre a infraestrutura de primeiros socorros em áreas turísticas. Segundo informações da família, no momento em que Eryvelton começou a passar mal na areia.
O cabeleireiro foi encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde as equipes médicas tentaram reanimá-lo por cerca de 40 minutos, sem sucesso.
O caso serve como um lembrete rigoroso de que, para alérgicos graves, a experimentação de alimentos correlatos pode ser uma aposta perigosa, exigindo cautela absoluta mesmo fora de casa.

