A prisão de Deolane Bezerra tem gerado grande comoção entre seus seguidores, com muitos fãs se mobilizando na porta das penitenciárias onde a advogada está detida.
Essa movimentação começou enquanto ela estava na Colônia Penal Feminina do Recife e continua na cidade de Buíque, a quase 300 km da capital pernambucana, onde ela foi transferida.
A presença dos apoiadores tem chamado atenção e levantado questões sobre a motivação desse comportamento. O desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, ao justificar a decisão de negar um novo pedido de habeas corpus para Deolane, mencionou que a advogada teria desafiado a Justiça.
Além disso, ele revelou que os fãs que se reúnem em frente à prisão estariam recebendo pagamento das irmãs da influenciadora, Dayanne e Daniele Bezerra. Essa prática, segundo o magistrado, também estaria ocorrendo em Buíque, o que reforça o clima de polêmica em torno do caso.
“Vejo, especialmente, como gravíssima a tentativa de mobilizar milhões de pessoas contra uma investigação policial em curso, que procura apurar condutas que podem estar na base de crimes de gigantesca monta contra o Estado e a sociedade”, declarou o desembargador.
A situação jurídica de Deolane ganhou contornos mais complexos quando foi mencionado que o primeiro habeas corpus, que foi negado anteriormente, levou em consideração a situação de sua filha.
A Justiça destacou a condição da criança como um fator importante, priorizando seu bem-estar no processo, mais do que as circunstâncias específicas de Deolane. O caso de Deolane Bezerra continua a gerar debates sobre a influência de figuras públicas e a reação de seus seguidores diante de questões judiciais.
A presença de fãs pagos nas imediações das penitenciárias levanta discussões sobre os limites da mobilização popular e o impacto das redes sociais na formação de grupos de apoio. O desenrolar da situação reflete a crescente influência de influenciadores digitais na sociedade e como suas ações repercutem no meio público e legal.
Irmãs negam que tenham financiado fãs
Daniele Bezerra, fez questão de negar tais alegações; confira: “Por questão de humanidade e de uma única pessoa que se dizia morrendo de fome, a Dayanne deu 300 reais para ela comer e ir embora! Nós sequer chegamos a ir para nova penitenciária que a Deolane está, e já há diversas pessoas lá”, disse.

