O corpo da atriz Titina Medeiros, que faleceu aos 49 anos neste domingo (11) em Natal, foi velado nesta segunda-feira (12) no Teatro Alberto Maranhão, um dos principais espaços culturais do Rio Grande do Norte.
A escolha do local simbolizou a forte ligação da artista com as artes cênicas e a cultura potiguar. Titina enfrentava um câncer no pâncreas e optou por manter a doença em sigilo durante o tratamento, uma decisão pessoal respeitada por amigos e familiares.
O velório reuniu admiradores, colegas de profissão e familiares que prestaram suas últimas homenagens. Entre eles, o ator César Ferrario, com quem Titina foi casada por quase duas décadas. Segundo ele, a atriz escolheu viver o processo de tratamento com discrição, evitando a exposição pública.
A decisão, segundo Ferrario, foi motivada pelo desejo de preservar a intimidade em um momento delicado e de manter o foco em sua busca por cura, cercada por pessoas próximas. Por volta das 10h da manhã, o corpo deixou o teatro sob aplausos e gestos de carinho, partindo em cortejo para Acari, cidade do Seridó potiguar onde Titina foi criada.
Lá, o corpo será velado na Casa de Cultura local e sepultado no fim do dia. Em reconhecimento à importância da artista para o estado, o governo do Rio Grande do Norte decretou luto oficial de três dias.
Durante o velório, amigos como o ator Igor Fortunato relembraram a força e a esperança que marcaram os últimos momentos da atriz. Mesmo diante da gravidade do diagnóstico, ela mantinha o desejo de voltar ao palco, sonhando com novos projetos.
Admiradores também estiveram presentes, como o fotógrafo Ferreira dos Anjos, que guardava com carinho o registro de um encontro espontâneo com Titina, lembrado por ele com emoção.
Izabel Cristina de Medeiros, conhecida nacionalmente como Titina Medeiros, nasceu em Currais Novos e construiu sua trajetória no teatro potiguar. Integrante dos grupos Casa de Zoé e Candeia, também atuava como diretora e incentivadora das artes locais.
Ganhou notoriedade em 2012, ao interpretar a personagem Socorro na novela Cheias de Charme, da TV Globo, e depois seguiu com papéis em produções como Geração Brasil, A Lei do Amor, Onde Nascem os Fortes, Mar do Sertão e No Rancho Fundo.
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Seu legado permanece vivo na memória cultural do país e no cenário artístico do Rio Grande do Norte.

