Nos registros de áudio enviados a um conhecido, o progenitor responsável pelo trágico evento ocorrido em Goiás, onde uma criança de meros 3 anos foi morta pelo próprio pai, e posteriormente este último tirou sua própria vida, revelou antecipadamente o ato criminoso.
Nas gravações, o indivíduo adverte sobre as ações planejadas tanto por ele próprio quanto em relação à pequena: “não estariam mais aqui” e diz que a menina, Sophia Alves Toledo, não ficaria aos cuidados da mãe.
O autor do crime não aceitava a separação e muito menos a guarda compartilhada, transtornado ele enviou áudios para um amigo pouco antes de matar a filha e de tirar a própria vida.
No último domingo (9), ocorreu o crime na cidade de Rio Verde, região sudoeste de Goiás. O assassinato da garotinha deixou a população local consternada e repercutiu no país.
Nas gravações de áudio, o pai, Cristiano Alves Silva, de 34 anos, fornece orientações ao seu conhecido, instruindo-o a compartilhar as gravações com qualquer pessoa interessada em descobrir as razões por trás do crime.
“Já que aconteceu isso tudo, você foi meu parceiro, meu colega, meu irmão, você vai saber de tudo. Eu estou aqui [em casa], meu celular vai ficar com a tela desbloqueada e é para você mostrar esses áudios para todo mundo que quiser saber. Eu mais minha filha não vamos mais estar aqui. A Lorena não vai ficar com ela”, afirmou Cristiano em um trecho de um dos áudios.
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Segundo as autoridades da Polícia Civil, o indivíduo enviou quatro mensagens de áudio para o seu amigo. Em uma delas, Cristiano deixa implícito que a motivação do crime estava relacionada ao término de seu relacionamento com a mãe da criança.
O casal havia se separado há aproximadamente três meses e compartilhava a guarda da filha. No domingo, ocorreram os velórios e sepultamentos do pai e da filha.
O corpo da criança foi enterrado na cidade de Rio Verde, enquanto Cristiano foi sepultado no distrito de Ouroana. Adelson Candeo, delegado responsável pelo caso, acredita que o crime foi premeditado, apesar de Cristiano não ter histórico de violência.

