O cigarro eletrônico, conhecido popularmente como Vape, é um dispositivo popular entre jovens. Apesar de ter o comércio proibido no Brasil, por exemplo, é comumente encontrado nas mãos de jovens e adolescentes.
O que nem todo mundo sabe é que o dispositivo é extremamente prejudicial para a saúde e chega a ser mais perigoso que o cigarro convencional. Além disso, o vape é extremamente viciante para quem o usa.
Quem viveu um susto imenso com o dispositivo foi a estadunidense Jordan Brielle, de 32 anos. Jordan fumava cigarros tradicionais desde que era adolescente, mas decidiu experimentar o vape em 2021.
Segundo Brielle, rapidamente ela se tornou viciada no dispositivo. Ela conta que chegou a gastar na faixa de US$ 500 por semana – o equivalente a R$ 2.772 – para conseguir manter o vício. “Vaporizava tanto que levava o dispositivo para o chuveiro e dormia com ele. O uso era excessivo“, contou.
Já no fim do ano passado, Birelle começou a ter sintomas de mal-estar respiratório. Ela conta que começou a tossir muito e outros sintomas, chegando a ir para a emergência três vezes na semana. Os médicos não encontravam o problema e a mandavam de volta para casa.
Apesar de ser sempre mandada para casa, Brielle começou a ter piora de seus sintomas. “Meu corpo começou a inchar dos tornozelos até os joelhos (…) Minha pele começou a ficar cinza, não conseguia focar e estava muito desorientada. Cada passo doía. Ninguém conseguia descobrir o que estava acontecendo”, contou.
Em maio de 2024, seis meses depois do começo dos sintomas, Brielle foi encontrada inconsciente em casa pelo namorado. Ela foi levada ao hospital as pressas e foi rapidamente internada. Seu pulmão esquerdo tinha colapsado inteiramente, o direito parcialmente.
Segundo os médicos, dois litros de líquido do “vape” foram retirados dos pulmões de Brielle. Em função do problema, ela chegou a passar 11 dias em coma e sua vida foi salva por pouco.
Em entrevista, ela agora tenta conscientizar outros jovens. Desde que descobriu a gravidade do problema, ela parou de usar o vape e agora aconselha outros jovens a não começarem no vício. “Não desejo o que passei para mais ninguém. Sou grata por estar viva”, disse.

