A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Trapiche, em Maceió, denunciou um suposto esquema de venda de atestados médicos falsos, que era comandado por criminosos e operava por meio de grupos de WhatsApp.
Segundo a direção da unidade, os documentos eram vendidos mediante pagamento via Pix e utilizavam indevidamente dados de uma médica que presta serviço no local. De acordo com a denúncia, os atestados falsificados eram comercializados por cerca de R$ 40.
A administração tomou conhecimento do caso porque os criminosos usavam o nome da profissional, além do endereço da unidade e do número do CRM da médica. A suspeita é de que os criminosos tenham forjado os documentos para dar aparência de autenticidade aos atestados.
Após tomar conhecimento do caso, a direção da UPA registrou boletim de ocorrência e informou que já acionou os órgãos responsáveis pela investigação. A unidade afirmou ainda que possui um procedimento interno para verificar a autenticidade dos documentos emitidos no local.
O delegado Sidney Tenório informou que a documentação apresentada pela unidade já foi recebida pela polícia e será encaminhada ao distrito responsável pela apuração. Segundo ele, tanto quem vende quanto quem compra pode responder criminalmente.
A polícia agora tenta identificar os responsáveis por operar o esquema. De acordo com o delegado, os responsáveis podem responder por crimes como exercício ilegal da medicina, falsa identidade, falsificação de atestado e uso de documento falso.
Já a administração da UPA do Trapiche emitiu um comunicado orientando empregadores e instituições a conferirem a veracidade de atestados supostamente emitidos pela unidade. A administração afirmou que ainda apura internamente o caso.
Até o momento, a médica que teve o nome envolvido no esquema esta sendo considerada uma vítima da falsificação de dados. Ela não teve o nome revelado pela unidade ao público.

