Na sexta-feira (30), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou uma maioria de votos favoráveis à condenação e inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O julgamento foi retomado com o voto da ministra Cármen Lúcia, que adiantou sua posição em favor da condenação de Bolsonaro.
Com isso, o placar ficou em 4 a 1 contra o ex-presidente. Este é o quarto dia de sessões para análise do caso, faltando ainda os votos dos ministros Nunes Marques e Alexandre de Moraes, presidente da Corte.
Bolsonaro está sendo julgado devido a uma reunião com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, na qual ele difamou o sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas. O encontro foi transmitido pela TV oficial do governo.
Durante o julgamento no TSE, a defesa argumentou que o sistema eletrônico de votação não deve ser considerado um assunto tabu na democracia e que a reunião foi um evento diplomático.
Por outro lado, o vice-presidente da chapa de Bolsonaro, Braga Netto, também está sendo julgado e já recebeu cinco votos pela sua absolvição, alcançando maioria a seu favor.
No decorrer do julgamento, o relator, ministro Benedito Gonçalves, concluiu na terça-feira (27) que Bolsonaro deveria ser condenado por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Na quinta-feira, dois ministros concordaram com o relator, enquanto um ministro votou pela absolvição.
Caso a maioria dos ministros concorde com o relator, Bolsonaro será considerado inelegível até 2030, o que o impedirá de participar das eleições municipais, estaduais e federais.

