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Trump cobra Ucrânia por dívida de US$ 500 bilhões e mira em terras raras do país

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País europeu vive momento determinante sob pressão internacional.

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Em fevereiro de 2022, teve início a guerra na Ucrânia. Sob uma série de alegações, a Rússia exigia que o país vizinho voltasse atrás na decisão de integrar a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), e também cobrava a retirada de tropas inimigas de suas fronteiras.

Mas não é só isso. Rússia e Ucrânia vivem anos de hostilidades e disputas por territórios, como a região da Crimeia. Em 2022, a situação chegou ao seu ápice e resultou na guerra que dura até hoje.

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Ao longo dos últimos três anos, a Ucrânia tem contado com muito apoio financeiro e bélico por parte de seus aliados. No entanto, a estrutura começa a dar sinais de que vai desmoronar.

Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem assumido uma postura cada vez menos alinhada aos interesses ucranianos. Trump defende que a guerra chegue ao fim e já sinalizou com certa simpatia a Vladimir Putin, presidente da Rússia.

Na prática, isso significa que são grandes as chances de que a Ucrânia se veja obrigada a fazer concessões. O país é muito menor que a Rússia e, sem apoio de aliados, não poderia prolongar a guerra por mais tempo. Sem os EUA, a situação é ainda mais delicada.

Mas os Estados Unidos não estão interessados apenas em cortar o apoio, o país também já sinalizou que vai cobrar a Ucrânia por todo o dinheiro enviado ao país. Nesse ponto, o país europeu pode sair perdendo ainda mais.

Segundo a imprensa internacional, Trump propôs que os EUA controle a exploração de terras raras da Ucrânia, como parte do pagamento pelos bilhões emprestados pelo país à guerra. O presidente da Ucrânia, Zelensky, teria recusado a proposta.

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Os EUA calculam que a Ucrânia já deve em torno de US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,9 trilhões) e quer o pagamento em terras raras – conjunto de metais que são obra prima para o setor de alta tecnologia.

Para os EUA, o acordo seria benéfico na guerra comercial contra a China. Hoje, cerca de 80% de todo material que é usado pelas indústrias estadunidenses são de origem chinesa, o que da ao país asiático uma grande vantagem.

Sobre o Autor

Roberta R

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