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Tragédia anunciada: Pai do adolescente de 14 anos que promoveu ataque à escola, havia dado o fuzil ao filho no Natal de 2023

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O ataque em uma escola na Geórgia, Estados Unidos, na última quarta-feira (4).

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A prisão de Colin Gray, pai do adolescente Colt Gray, responsável por um ataque a uma escola na Geórgia, Estados Unidos, gerou discussões sobre a responsabilidade dos pais em relação ao acesso de armas por menores.

Colin, de 54 anos, confessou ter presenteado seu filho com um fuzil AR-15 no Natal de 2023, arma que foi utilizada no ataque que matou quatro pessoas e feriu dezenas na última quarta-feira (4).

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As vítimas foram identificadas como Mason Schermerhorn (14), Christian Angulo (14), Christina Irimie (53) e Richard Aspinwall (39). Colin Gray agora enfrenta acusações graves, incluindo homicídio culposo, homicídio de segundo grau e crueldade contra crianças.

A polícia acredita que o fuzil dado ao adolescente foi fundamental no atentado, e o pai pode ser responsabilizado pela negligência. Enquanto isso, Colt Gray compareceu ao tribunal nesta sexta-feira, com a audiência de seu julgamento marcada para 4 de dezembro.

O jovem, que pode ser condenado à prisão perpétua, teria recebido pena de morte se fosse maior de idade. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também se manifestou, fazendo um novo apelo por restrições no acesso às armas de fogo.

Ele reforçou a necessidade de que armas sejam mantidas seguras e trancadas, especialmente em lares com crianças, afirmando que os pais devem ser responsabilizados caso seus filhos tenham acesso fácil a armas.

A fala de Biden ecoa a crescente preocupação nos EUA com a violência armada e a facilidade de obtenção de armas. Esse não foi o primeiro sinal de alerta em relação a Colt Gray. No ano passado, tanto ele quanto seu pai foram interrogados pelo FBI devido a uma ameaça online de tiroteio na escola.

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Na ocasião, Colin afirmou que havia armas de caça em casa, mas que o acesso do filho a elas era supervisionado. O jovem negou qualquer envolvimento nas ameaças, mas o caso parece ter sido um prenúncio trágico do atentado que ocorreria meses depois.

A tragédia reacendeu debates sobre o controle de armas nos Estados Unidos, especialmente no que diz respeito ao acesso de menores de idade a armamentos perigosos.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.