Em meados de janeiro de 2022, a servidora pública, Doralice Carneiro, começou a sentir uma fraqueza extrema em seu corpo e passou a enrolar a língua enquanto estava no trabalho.
E ao buscar por ajuda médica, acabou se deparando com uma triste notícia. Ao chegar na unidade de saúde, desfaleceu em uma cadeira de rodas e precisou ser encaminhada com urgência para uma tomografia com contraste.
Durante o procedimento, ela parou de respirar, teve uma crise de vômito e acabou sendo intubada. E após um neurologista analisar o caso, a servidora foi diagnosticada com uma infecção bacteriana grave.
O médico conseguiu identificar que a mulher estava com botulismo. E diante da situação, a Vigilância Sanitária do Centro-Oeste, recolheu amostras de alimentos que estavam na geladeira da mulher.
Após dois meses, com Doralice ainda internada, foi identificado a presença da toxina butolínica no molho pesto.
O que é a doença?
Uma infecção bacteriana grave não contagiosa. A bactéria produz uma toxina que mesmo ingerida em poucas quantidades pode levar a um envenenamento grave em poucas horas.
O paciente adquire a doença após consumir algum alimento que foi armazenado ou produzido de forma inadequada. Os mais comuns são vegetais, carnes e pescados.
Vida mudou completamente
Doralice precisou passar um ano na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) após ter comido o molho pesto.
“Tudo parou, menos meu cérebro e coração”, chegou a dizer, sobre os momentos que passou.
Agora, ela ainda sofre com as consequências da doença, mesmo após a alta, se sentindo fraca e com muitas dores.
Além disso, ela deve 400 mil reais para o seu plano de saúde e está buscando processar os fabricantes do molho.

