A investigação sobre o desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael tomou um novo rumo discursivo após declarações recentes de familiares no programa do Pacheco.
Em uma entrevista que repercutiu amplamente nesta terça-feira, a tia de Anderson Kauã manifestou a convicção da família de que as crianças não se perderam acidentalmente na mata, mas foram levadas por terceiros em um veículo.
Segundo esse relato, o suposto crime teria sido cometido por alguém pertencente à própria comunidade quilombola de São Sebastião, rompendo com a tese principal de que os menores teriam se desorientado sozinhos em busca de frutas na floresta.
Para a família, a localização de Anderson Kauã, ocorrida no dia 7 de janeiro, não teria sido um evento fortuito, mas uma ação que teria sido calculada. A tia afirmou acreditar que o menino de oito anos foi solto propositalmente como uma forma de “despistar” as autoridades e os grupos de busca, criando uma narrativa de sobrevivência na mata que camuflasse um possível sequestro.
Essa perspectiva sustenta a crença familiar de que Ágatha e Allan permanecem vivos e estão sendo mantidos em algum local fora do perímetro de busca imediata, o que justificaria a falta de vestígios físicos encontrados pela Marinha e pelos cães farejadores.
Diante dessas alegações, a família apela para que a Polícia Civil do Maranhão aprofunde os interrogatórios e a coleta de evidências sobre o uso de veículos na região durante o período do desaparecimento.
Embora o Secretário de Segurança Pública tenha afirmado anteriormente que a tese de perda acidental é a mais robusta devido aos elementos técnicos colhidos, a pressão dos familiares introduz uma camada de complexidade social ao inquérito.
Até o momento, as forças de segurança não confirmaram oficialmente indícios de rapto ou a presença de carros suspeitos na comunidade quilombola, mantendo o foco operacional nas varreduras fluviais e tecnológicas.

